sexta-feira, 1 de outubro de 2010

MUDANÇAS NA ESCOLA

Vive-se numa acelerada mudança estimulada pelo impulso tecnológico e cientifíco e por transformações sociais e econômicas. E nesse cenário novas mídias e tecnologias influenciam nosso dia a dia estimulando essas transformações.


A escola não poderia ficar alheia a essas mudanças, pois num contexto rodeado de múltiplas linguagens e tecnologias, necessita-se novas formas de pensar e agir, de aprender e ensinar. Infelizmente nas escolas as mídias são utilizadas como material de apoio aos professores e não como recursos de ensino/aprendizagem. A internet é pouco usada nesse processo, é claro que também pela carência de algumas escolas e muitas vezes a falta de preparo por parte dos profissionais.

A organização da escola e seus professores deve ser amplamente discutida antes de pôr em prática estratégias que visam uma aprendizagem significativa, desenvolvendo a autonomia dos alunos na busca de novos conhecimentos.

O trabalho para estas mudanças é árduo, pois precisa-se conscientizar o professor sobre a importância da sua atuação em relação ao emprego das mídias na sala de aula. O professor deve ser constantemente estimulado a modificar sua ação pedagógica e transformar a escola num lugar interessante, gostoso de estar, promovendo desafios, mudanças nas reflexões e construindo posicionamentos sobre a realidade em que a escola está inserida.

sábado, 19 de dezembro de 2009

domingo, 18 de outubro de 2009

RECEITAS

Para reconhecer os gêneros textuais é necessário que haja a compreensão dos diversos gêneros existentes, conforme o avançando na prática do TP3 pg. 172, trabalhei com receitas.

As receitas são textos instrucionais, cuja função é regular ou indicar formas de agir. Eles descrevem etapas que devem ser seguidas.

No cotidiano dos nossos alunos, deparam-se constantemente com textos instrucionais, eles trazem orientações para a realização de uma determinada tarefa. Dentro desta categoria, encontram desde as mais simples receitas culinárias até os complexos manuais. E ainda, regulamentos, estatutos, contratos, instruções de jogos etc.

A proposta nesta atividade para os alunos era de produzir um texto instrucional, em forma de receita, que retratassem como fazer um mundo melhor, ou como ter o melhor amigo, entre outros. Eles deveriam colocar os ingredientes e o modo de fazer.

Os alunos gostaram da atividade e produziram textos bons e bem criativos.
TEXTO INFORMATIVO

Nesta atividade o tema era sobre uma festa local, mas aproveitei o conteúdo estudado na disciplina de Geografia pelas oitavas séries, que era sobre a cultura, a história e os aspectos geográficos da Índia e mudei o tema utilizando esse conhecimento para facilitar o aprendizado da leitura e a produção de textos.

Juntamente com a professora de Geografia, os alunos pesquisaram, estudaram e discutiram sobre este país rico cheio de tradições.

Quando há uma relação entre as práticas do letramento e as práticas de outra disciplina, essa relação é matéria-prima para a compreensão e interpretação de texto e para a produção escrita, e quando essa prática se dá de forma reflexiva com diferentes situações sociocomunicativas incentiva o aluno desenvolver a leitura e a escrita.

Assim, conversamos bastante sobre este assunto, a novela “caminhos da Índia”, serviu também como fonte de pesquisa, eles puderam comparar o que foi criado na novela e qual é realmente a situação deste país.

Depois destas etapas (pesquisas, discussões e comparações), pedi para que observassem todas as informações que obtiveram e escrevessem um texto informativo.
“PARAFRASEAR” OU “PARODIAR”

Apliquei esta atividade com alunos de 5ª série, comecei a aula explicando a diferença entre paráfrase e paródia. "A paráfrase pode ser ideológica quando há apenas uma recriação das idéias ou estrutural quando há uma recriação do texto e do contexto. Na paródia, a mudança total; às vezes invertem-se as idéias, vira-se o texto do avesso. Há uma ruptura, uma deformação propositada, tendo em vista mostrar a inocência do texto original, ou simplesmente apresentar outras idéias que o texto original omitiu ou não se interessou em expor. A paródia tanto pode ser séria como irônica e, em geral, ataca instituições e pessoas, como governo, políticos, clero, escola".


Depois entreguei os textos que estão como sugestão no AAA1 pg. 101/102, fizemos a leitura coletiva e discutimos as semelhanças e diferenças, alguns alunos observaram a que havia diferença nos tamanhos dos textos, na forma de escrever os números, mas que os dois tratavam do mesmo tema sem modificar a ideia principal.


Encerramos a discussão e pedi para que eles fizessem uma paráfrase sobre o mesmo tema.


Na aula seguinte entreguei o poema de Guilherme Mansur, fiz a leitura e expliquei que o texto é uma paródia do conto infantil “Branca de neve e os sete anões”.


Alguns alunos que não lembravam dos acontecimentos deste conto e pediram para que fosse contando a história, quando terminei de contar a esse conto, expliquei de que forma eles poderiam fazer uma paródia, e pedi como tarefa que eles fizessem paródias de histórias infantis, qualquer uma, desde que conhecessem.


INVESTIGANDO OS ARGUMENTOS DO TEXTO

Esta atividade tem a finalidade de identificar os diferentes argumentos de um texto. E será abordada através de charges que podem ser utilizadas na sala de aula, e também uma forma de os alunos trabalharem a linguagem prazerosamente e criarem um senso crítico a respeito dos temas que cada tirinha apresenta.

Aproveitei a charge do AA6 pg. 20 para realizar este exercício sobre a argumentação e antes de iniciá-la fizemos um estudo sobre a personagem Malfalda e seu criador Quino. Observamos como se organiza os quadrinhos, como as historias são sequenciadas, os detalhes como: movimentos, expressões, o contexto e o ambiente das histórias. A função comunicativa das charges (tirinhas) é a de fazer críticas social e a releitura da realidade social, política e econômica da sociedade.

Ainda resgatamos passo a passo as informações da história, depois de todas as observações feitas pelos alunos eles desenvolveram o exercício abaixo, pedi que fossem claros e objetivos em suas respostas.
ARGUMENTAR

Nesta atividade aproveitei os textos argumentativos para mostrar aos alunos o que é um argumento e onde podem ser inseridos. Os textos argumentativos podem estar em vários gêneros como: textos publicitários, charges, HQs, notícias, recomendações, fábulas entre outros. O objetivo desta atividade é para que os alunos consigam identificar as marcas de argumentatividade na organização dos textos; analisar diferentes tipos de argumentos que sustentam uma argumentação textual e reconhecer a qualidade da argumentação textual.

Mostrei que existem possibilidades de argumentar e tentar convencer o leitor da determinada ideia exposta em seus textos. E que os argumentos de um texto devem conduzir a um único objetivo ou a objetivos e compatíveis entre si.

Expliquei que a idéia principal do texto que pretende convencer o leitor/ouvinte se chama de TESE e os argumentos são as razões utilizadas para convencer o leitor da validade da tese. A tese constitui a idéia principal para a qual um texto pretende a adesão do leitor- ouvinte: é o objetivo de convencimento do leitor-ouvinte. Os argumentos são os motivos, as razões utilizadas para convencer o leitor da validade da tese.

Entreguei cópias dos textos do TP6 pg. 20 e pg. 22 “Coma bem e viva mais” e “Em busca da longevidade” Com suas respectivas questões. Fizemos a leitura dos textos, e discutimos as diferenças textuais entre ambos textos, os alunos resolveram as questões propostas que foram corrigidas e debatidas.

Na aula seguinte apresentei o texto sugerido no avançando na prática pg. 23, fizemos a leitura e pedi para que os alunos identificasse qual era a tese e os argumentos do texto. Depois pedi que fizessem uma redação com o mesmo tema.

E na continuação das aulas seguintes trabalhamos com o tema argumentação, entreguei o material abaixo para a leitura, preparação de um texto defendendo uma tese e a preparação de um debate.

ARGUMENTAÇÃO

Antes de começar qualquer debate, prepare-se, parece uma recomendação óbvia (porque é) mas freqüentemente é negligenciada. É preciso que seu ponto de vista esteja muito claro para você, de outra forma será muito difícil convencer que sua idéia está certa. Saiba, inclusive, quais são os pontos fracos do que você defende, seu objetivo será fugir deles, logicamente.

Tente, também, prever quais serão as réplicas, e já prepare a argumentação que usará para elas. Para isso, pode ser uma boa idéia, durante a preparação, defender o ponto de vista contrário, por um momento. Não subestime seu adversário, se ele for fraco, ótimo, mas esteja preparado para o pior. Contar com baixo nível do concorrente é um erro fatal, mas comum, e fácil de ser evitado.

Busque a maior quantidade possível de fatos e fontes para embasar seu discurso. A falta de referências pode ser determinante na hora de convencer um cético, não espere que as pessoas acreditem no que você diz simplesmente porque você disse. Procure citações e outras pessoas que concordem com você. Dê preferência a figuras ilustres e admiradas pelo público que você quer convencer

ARGUMENTAR É SABER FALAR E ESCREVER BEM?

Algumas pessoas confundem argumentação com oratória. Na verdade, essas são habilidades diferentes. Uma pessoa pode ser excelente oradora, mas mesmo assim comunicar apenas idéias fracas e sem suporte. O enfoque aqui será estudar o que falar (ou escrever), de que maneira podemos montar nossa comunicação falada ou escrita para que se consiga convencer as pessoas através do bom-senso. Convencer pessoas através de argumentos é uma forma mais honesta e perene de apresentar idéias e conceitos do que usar apenas truques de retórica.

POR QUE ARGUMENTAR É IMPORTANTE?

Argumentar é importante. Somente afirmar alguma coisa não a torna necessariamente verdadeira. Por isso, repito a pergunta: Por que será que argumentar é tão importante assim? Será que não daria para viver bem sem se preocupar em "argumentar de forma sólida"? Vamos ver algumas boas razões para justificar isso. O primeiro ponto é este: ninguém é o "dono da verdade". Todo mundo pode estar errado, e muitas vezes somos obrigados a rever nossa própria posição sobre determinado assunto, face ao que é exposto por outras pessoas. Mas além disso, é preciso fazer uma observação de ordem "semântica".”

Algumas pessoas encaram a palavra "argumentar" como sinônimo de "discutir" ou "criar caso" ou até mesmo brigar. Argumentar deve ser entendido como uma atitude de expressar pontos de vista bem suportados. D
urante a argumentação deve-se, tanto quanto possível, evitar chegar a esse ponto, onde já não importam mais as idéias, mas sim o ataque à outra pessoa. Argumentar não tem nada a ver com ataques pessoais, e sim com ataques às idéias das pessoas.

Um Argumento Ruim e Um Bom

O ex-secretário do tesouro americano, Paul O'Neill, é conhecido por provocar polêmicas com suas declarações. Veja esta:

Este não é um bom argumento. Na realidade, isto nem é um argumento. Não há nada nessa declaração que nos faça acreditar naquilo que está sendo proposto. É uma retórica que sugere algo, mas não mostra fundamentos. Parece apoiar-se apenas no peso de quem está falando. Essa declaração já foi empiricamente contradita, pois vimos há poucos anos uma gigantesca crise abalar a Argentina sem que o Brasil tivesse sofrido efeito similar. Mas se esse é um exemplo de mau argumento, será possível encontrar um exemplo de bom argumento? É raro, mas bons argumentos aparecem de vez em quando:

Renata Cabo foi uma das primeiras mulheres a integrar a Justiça Desportiva. É claro que os machistas de plantão não iriam perder essa oportunidade de alfinetá-la. Afinal, para eles, mulher não sabe jogar futebol, e portanto não poderia julgar disputas desportivas adequadamente. Mas a crítica dirigida a Renata cai no vazio, já que ela se defendeu com esse bem construído argumento.

Depois da leitura, os alunos escolheram o tema “Sou a favor do jovem dirigir antes do 18 anos” ou “Sou contra do jovem dirigir antes dos 18 anos”e produziram seus textos.