segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O PEQUENO PRÍNCIPE


"O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte".

"O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção."

"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante."

" Não exijas de ninguém senão aquilo que realmente pode dar."

"Em um mundo que se fez deserto, temos sede de encontrar companheiros."

" Nunca estamos contentes onde estamos."

" Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas."

" Para enxergar claro, bastar mudar a direção do olhar."

" Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

" Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

" Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."

" O amor verdadeiro não se consome, quanto mais dás, mais te ficas."

" Só os caminhos invisíveis do amor libertam os homens.

" O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem."

"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla."

(Antoine de Saint-Exupéry)


A PALAVRA É...

A atividade do TP5 (pg 40/41) foi aplicada nas oitavas séries da seguinte forma:

· Distribui os textos (sugeridos no avançando) para leitura individual e depois fizemos a leitura coletiva, discutimos o texto para entender que as palavras podem ter vários significados, e que dependendo do contexto em que estiverem podem ter inúmeros sentidos e despertar muitas sensações, mas que todas são palavras e a intenção é sempre de quem fala ou escreve.

· Após a discussão mostrei a definição da palavra SAUDADE dada por algumas pessoas, a tradução dela em outras línguas e curiosidades sobre ela.

· Depois dividi os alunos em equipes, a tarefa delas era escolher algumas palavras e dar diferentes significados, cada um deu o seu, depois saíram da sala e pesquisaram outras pessoas para opinar, dar uma definição para as palavras escolhidas pela equipe.

· Os alunos anexaram suas frases na sala de aula.

· Finalizando os alunos produziram um texto em qualquer gênero. Recebi narrações, poesias e até letras de música.

Texto que a Aluna Barbara Mendes Lima da 7ª série 02, produziu na atividade do TP5


DO COMEÇO DA VIDA AO ADEUS

Vida, coração de Deus. Nela fazemos nossas escolhas, temos liberdade para fazê-las, liberdade também, para errar, errar e errar, mais uma vez e por Deus, criador da vida, ser perdoados, perdão, desculpas e paz para todos [...] perdoados.

Justiça? Tarda mais não falha. Igualdade? Talvez não seja possível falar que existe. Solidariedade? Poucos o praticam. Fraternidade? Está fora de “moda”, preferimos o puro egoísmo.


Sabedoria, inteligência e o conhecimento foram tomados pelos desinteressados..., no sentido de não querer ter um futuro. Futuro, é o agora, as preocupações, sintomas da vida moderna, vida moderna, agitação, tempo, trabalho e tecnologias.

Solidão, tristeza, lágrima e dor, ficar sozinho, sofrimento... falta de autoestima. Autoestima, humor. Humor, riso. Riso, sorriso. Sorriso, felicidade, alegria.

Amizade, bons momentos. Bons quando verdadeiros, divisão de segredos e fofocas, beleza, cuidados, prática, hábito que nos completa como seres quase perfeitos.

Chegando ao adeus, só uma palavra, SAUDADE...

domingo, 6 de setembro de 2009

LETRAMENTO

O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a palavra.

Paulo Freire afirma que: o domínio sobre os signos lingüísticos escritos, mesmo pela criança que se alfabetiza, pressupõe uma experiência social que o precede a da 'leitura' do mundo, que é chamado de letramento.

O termo “letramento” surgiu de necessidade de que não basta apenas o saber ler e escrever, precisa é saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às determinações de leitura e de escrita que a sociedade faz.

O letramento é o resultado da ação de ensinar e/ou aprender a ler e escrever, é também um fenômeno social, e fundamenta as características sócio-históricas ao se adquirir um sistema de escrita por um grupo social.

Letramento decorre das práticas sociais que leituras e escritas exigem nos diferentes contextos que envolvem a compreensão e expressão lógica e verbal. É a função social da escrita.

O estudo sobre este tema facilitaria o desempenho das pessoas na escrita, na assimilação da leitura e diferenciar melhor aquilo que estudou para por em prática. Pois um indivíduo alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado. Alfabetizado é aquele que sabe ler e escrever; letrado é quem sabe ler e escrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura e da escrita.

Então, letrar é fazer indivíduos (crianças e adultos) dispor do uso da leitura e da escrita, envolvendo-se em práticas sociais. É ser amigo dos livros; fazer uma bela leitura e repassar para quem não possui esse dom os ensinamentos que o letramento oferece.

E o papel da escola é trabalhar a competência comunicativa sem desvalorizar a cultura do aluno, aquilo que traz de seu meio social. Mostrar as diferentes formas de falar, escrever e ler.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

APRENDENDO A AMAR – UMA LENDA INDIANA

“Diz a lenda que o senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir a mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como: timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a mulher e a entregou ao homem o como sua companheira.

Após uma semana, o homem voltou e disse:

- Senhor, a criatura que você me deu faz a minha vida infeliz. Ela fala sem cessar e atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro... e assim as minhas horas são desperdiçadas. Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, passa muito tempo ociosa. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.

Depois de uma semana o homem voltou ao criador e disse:

- Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se achegava a mim. Ela era agradável de se ver e de se acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, dê-me a de volta.

- Está bem, disse o criador.

E a devolveu.Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:

- Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois de todas estas minhas experiências com esta criatura cheguei a conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Devolvo-a de novo! Não consigo viver com ela!O Criador respondeu:

- Mas também não pode viver sem ela.E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho. O homem desesperado disse:

- Como é que vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.E arremata o Criador:

- Achei que com as tentativas você já tivesse descoberto que:Amor é sentimento a ser aprendido.

É tensão e satisfação; é desejo e hostilidade; é alegria e dor, um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor.

Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. A sua própria beleza e seu próprio fardo. Este é o grande mistério do amor.

Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria. A pessoa terá talvez que abdicar de alguma coisa para possuir ou ganhar outra coisa. Terá talvez que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua felicidade.

É como plantar uma arvore em frente a uma janela. Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem. Troca o silencio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer.É preciso considerar tudo isso quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do AMOR...”

WILLIAM JARDIM - 8ª SÉRIE 02 (Texto pesquisado)
O Carteiro e o Poeta


“Aqui na ilha há tanto mar,
O mar e mais o mar.
Ele transborda de tempo em tempo.
Diz que sim, depois que não,
Diz sim e de novo não.
No azul, na espuma, em galope
Ele diz não e novamente sim.
Não fica tranqüilo, não consegue parar.
Meu nome é mar ele repete
Batendo numa pedra, mas sem convencê-la.
Depois com as sete línguas verdes
De sete tigres verdes, de sete cães verdes,
De sete mares verdes
Ele a acaricia, a beija e a umedece;
E escorre em seu peito
Repetindo seu próprio nome”.


O filme “O carteiro e o poeta” conta sobre a amizade entre o poeta chileno Pablo Neruda e Mario Ruopollo um carteiro italiano, uma amizade transformadora entre dois homens separados por diferenças, a partir de um diálogo mediado pela poesia.

Mario é filho de pescador, que habita um mundo limitado e sem perspectivas e está submetido a permanentes aconselhamentos do pai por não trabalhar. Sua rotina sucede-se entre a atividade de rodar pela ilha, preparar as refeições do pai, e ir ao cinema local, onde assiste a filmes que ampliam os limites de seu espaço geográfico, do conhecimento e do sonho. Sem interlocutores, desenvolve sua vida interior e sua sensibilidade no contato com esse mundo mágico onde realidade e ilusão se completam .

Essa situação muda quando se depara com um anúncio na agência local de correios oferecendo uma vaga de carteiro. O emprego, que exige que o candidato tenha uma bicicleta, é para entrega de correspondência a um novo morador do alto da ilha e implica o percurso de uma longa distância. O salário semanal, conforme palavras do chefe da agência, mal dá para um ingresso no cinema. Mário aceita as condições com alegria de ser o carteiro do poeta chileno Pablo Neruda, refugiado político na ilha.

E nessa ligação entre poeta e carteiro acontece um verdadeiro processo pedagógico, a aprendizagem de Mario Ruopollo deu-se a partir da sua inquietude em relação à vida que levava na ilha onde morava e na busca pelo conhecimento inicia-se um processo de individualização do Mário, que começa a compreender a si mesmo, a desenvolver seus potenciais.

Mário se esquiva ao cotidiano pesado e alienante da miséria e da mesmice. Ele se preserva não assumindo seu destino de pescador. Sonha, idealiza, sabe-se tosco, mas não incapaz de ver além. E a curiosidade deste jovem levou Neruda a lhe mostrar a magia das palavras, e um dos primeiros ensinamentos aconteceu quando o poeta explica o que é uma metáfora, esta por sua vez aparece como eixo sobre o qual se constrói a história. Constitui uma forte marca de Neruda e motivo de curiosidade para o carteiro que quer saber "o que é". À compreensão, reage com estranheza por uma coisa tão simples ler um nome tão complicado.

A partir da descoberta de Mário, a palavra metáfora passa a circular nos diálogos e constituir o modo de construção do texto.

Essa história não tem nada de trágico, pelo contrário, é cheia de bom humor, leve, lírica, envolvente. Mário cria situações agradáveis como no momento em que contesta o poeta afirmando que se ele não é capaz de escrever um poema para Beatrice (objeto de sua paixão), como pode esperar que lhe dêem o Prêmio Nobel? Ou quando põe em xeque o poeta perguntando-lhe se todas as coisas do mundo podem ser metáforas.

O que torna fascinante a história é sua capacidade de mostrar escondendo e esconder mostrando, num jogo em que a subjetividade do autor atua no sentido da objetividade que é atingida via transformações lingüísticas: a prosa se enche de poesia, como o ser passa do estado bruto ao mais puro estado sensível de humanidade plena. É ao ser sensível que existe em nós.

“E foi naquela Época...
A poesia chegou me procurando.
Eu não sei, não sei de onde ela veio,
se de um inverno ou de um rio.
Eu não sei como nem quando.
Não, não eram vozes,
não eram palavras, nem silêncio;
mas de uma rua eu fui chamado abruptamente
dos ramos da noite, dos outros,
no meio de um tiroteio violento,
e num retorno solitário lá estava eu
sem um rosto... e ela me tocou.”
O plano de aula abaixo surgiu como uma ideia em umas da oficinas do TP4 (pg 220, 221). Aproveitei esta sugestão e trabalhei com os alunos da minha escola e surgiram trabalhos muito bons.


PLANO DE AULA
“O que você vai ser quando crescer”

CONTEÚDO:
Produção de textos.

INTRODUÇÃO:
As aulas serão baseadas numa imagem que mostra algumas profissões, este material é subsídio para produção da propaganda: e um livro cujo título é “O que você vai ser quando crescer”, estes textos deverão serem apelativos, com a função de persuadir jovens a lerem este livro que será uma forte referência na escolha de suas futuras profissões.OBJETIVOS: Produzir textos persuasivos usados em propagandas e também mostrar as diferentes profissões existentes hoje.


ATIVIDADES:
1ª AULA (duas aulas de 45 min.).
O professor traz propagandas de livros e conversa com os alunos sobre a linguagem apelativa e de persuasão destas propagandas. Depois dividi a turma em equipes com quatro ou cinco alunos e entrega a imagem da atividade e pede que as equipes façam a propaganda do seguinte titulo de livro “O que você vai ser quando crescer”, daria um tempo de 30 minutos e depois cada equipe apresentaria sua ideia. Como tarefa para próxima aula fazer pesquisa sobre uma profissão e a produzir um cartaz.

VARIANTE: Os alunos fazem uma capa para o livro “O que você vai ser quando crescer”.

2ª AULA (uma aula de 45 min.).
Nesta aula o professor pede que os alunos falem sobre profissão escolhida e anexam o trabalho na sala de aula. Depois das apresentações (ou como tarefa) pediria que eles produzissem uma carta a um profissional explicando que querem saber sobre a profissão, o que acham legal nessa profissão, perguntando sobre como é o seu dia-a-dia, o que é bom, o que é ruim, entre outras dúvidas que surgirem.

PARA AULAS POSTERIORES SE FOSSE POSSÍVEL:
Traria um profissional da área mais escolhida pelos alunos para fazer um debate;· A produção de um livro com as sugestões, dicas aprendidas durante as aulas;


As propagandas produzidas pelos alunos

“O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?"

"Essa é sem dúvida, uma pergunta que para achar a resposta não é fácil. Geralmente, para achar a resposta para essa pergunta, precisamos de ajuda. E a ajuda que você precisava, acaba de chegar às livrarias. O livro "O que você quer ser quando crescer?", chegou para ajudar você tomar essa importante decisão. Este livro traz todas as profissões universitárias disponíveis no Brasil, esclarecendo o que são cada uma, o currículo que se precisa ter para exercer a profissão escolhida, a carreira que se vai seguir [...]"(William Jardim e Thiago Borges - 8 série 02)

[...] "Seja inteligente, adquira agora mesmo esse livro e use seu potencial para descobrir: O que você vai ser quando crescer!" (Charity, Karoline e Ismael - 8 série 02)

“Já sabe o que vai ser quando crescer ? Precisa de opiniões? Compre o livro:"O que você vai ser quando crescer?"Um livro muito bom escrito por Maria AlvesJá a venda nas livrarias."(Lisiane Xavier, Juliana Hedel e Roger Reis - 7 série 01)










































Para reconhecer os gêneros textuais é necessário que haja a compreensão dos diversos gêneros existentes, conforme o avançando na prática do TP3 pg. 172, trabalhei com receitas, preparar uma receita culinária é muito fácil e gostoso. A proposta nesta atividade era produzir uma receita sobre como fazer um mundo melhor, ou como ter o melhor amigo entre outros. Os alunos gostaram da atividade e produziram textos bons e bem criativos.

A VIAGEM

Lá no rio está a água pura,
Cristalina e límpida e que cura
Vem o homem na sua rotina
E a captura, é só adrenalina

Ela vai pelas tubulações
Às vezes lento, às vezes rapidamente,
Dançando como uma dançarina,
fazendo sua coreografia,

Chega à adutora num instante
Sofre alguns processos importantes
Mais a viagem continua
Porque finalmente!

Ela tem que chegar ao seu destino...
A torneira abre e de lá sai borbulhante

Ela agora é toda sua...

E se você souber usá-la
Não correrá o risco de perdê-la...
BIOGRAFIA - ESCRITA DA VIDA


Nada melhor do que falar da própria vida, quem é que não gosta, pois é, a língua escrita nos proporciona várias possibilidades de mostrar todas as nossas fraquezas, conquistas, nossos amores e enfim mostrar que podemos trilhar muitos caminhos até quem sabe nos tornarmos verdadeiros escritores.Procuro nas aulas propostas pelo GESTAR II, fazer que os alunos tenham gosto pela leitura e escrita, que tenha entendimento do que estão realmente lendo, ou melhor, degustando cada palavra.


Uma aula antes de iniciar a atividade proposta pelo TP3, pedi que cada aluno fizesse em casa um questionário com perguntas de interesse de cada um, como saber que idade o colega tinha, nomes dos pais, onde nasceu, data de aniversario, o que gostava de fazer, seus hobbys, entre outras.


Na aula seguinte comecei explicando o que é uma biografia, utilizei exemplos de biografias de pessoas famosas ou bem conhecidas e mostrei que esse texto deveria ser escrito em terceira pessoa e com seus dados mais importantes. Na leitura destas biografias surgiu uma dúvida, os alunos perceberam que eram de pessoas que já haviam falecido, ou que já tinha uma idade bem avançada. Perguntaram-me com iriam finalizar os seus textos, então propus a eles que falassem sobre o futuro de cada colega, por exemplo, seus sonhos, ou que profissões iriam seguir.


Depois de mostrar como esse gênero textual deveria ser escrito eles utilizaram seus questionários e entrevistaram os colegas e depois de colhidas as informações necessárias começaram a produção textual. A experiência foi interessante que alguns alunos pediram se podiam entrevistar outras pessoas e montar outras biografias.